Educar para a Sociedade Digital é um grande desafio, pois somos, acredito eu, enquanto educadores, a maioria provenientes da sociedade analógica. Isto significa que passamos pela transição e muitos ainda passam por ela, mas os jovens de hoje, nasceram neste novo contexto e possuem habilidades inerentes à sua formação e desenvolvimento durante a vida.

São jovens maravilhosos que nasceram na Era da informação e informatização, ou seja, processam varias informações e praticam varias ações ao mesmo tempo, apertando botões, falando em celular, jogando videogame, teclando no laptop, entre outros.

É comum atender ao celular enquanto tecla no MSN ou Facebook com um amigo.

Mas esse mundo maravilhoso também apresenta armadilhas e muitas vezes “prega uma peça” nos usuários, sejam eles jovens em processo de aprendizagem ou adultos maduros que esquecem que a vida é uma aprendizagem continua.

Neste cenário de modernização, onde todos sabem de tudo e podem conhecer diversas culturas sem sair de casa ou da escola, acabam por negligenciar ou esquecer que as leis existem e seu descumprimento, bem como nossos atos de forma geral acarretam responsabilidades.

Infelizmente ainda é comum, usuários pensarem que a internet é uma “Terra sem Lei”, assim, como é comum, menores de 18 anos acharem que não respondem por seus atos.

“Desvendando mitos”…

  1. A Lei existe e regula nossa conduta, independente do meio, isto quer dizer que abrange nossa conduta na internet, ou seja, na maioria dos casos, a atual legislação é pertinente. Por exemplo, crimes de calúnia, injúria, difamação e ameaça, todos elencados no Código Penal e não importa se foi praticado presencialmente ou virtualmente. O que muda é na questão civil quando cabe indenização, pois o poder de dano e destruição é muito maior quando divulgado na rede mundial.
  2. O mesmo se aplica ao ambiente de trabalho, a empresa responde pelos atos de seus empregados no exercício de sua função, assim, se um empregado utiliza o recurso disponibilizado pela empresa e resolve mandar e-mails de ameaça para um terceiro, a empresa poderá responder e arcar com o prejuízo, embora tenha direito de ação de regresso sobre o autor.
  3. O menor é inimputável, ou seja, não pode ser aplicado a ele as penas previstas no Código Penal, mas quando o menor pratica um ato que o Código Penal preceitua como crime ao adulto, chama-se Ato Infracional quando praticado pelo menor de 18 anos. Dos 12 aos 18 anos ele será encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude e o menor de 12 anos ao Conselho Tutelar da cidade. Ele não receberá uma pena, mas sim uma medida sócio educativa que pode variar de acompanhamento por profissional ( terapias…), prestação de serviços à comunidade, internação em instituição pertinente ( Fundação Casa).
  4. Além do menor responder na Vara da Infância e da Juventude, os pais respondem processo civil, ou seja, geralmente envolve indenização.

Enfim, é essencial na sociedade atual, ensinar valores éticos, que mantenham a integridade do ser humano e não apenas deixar que façam uso irresponsável dos meios digitais. Tanto os adultos quanto os jovens precisam de orientação. É preciso conhecer alguns aspectos legais, como por exemplo, o art. 21 do Código Penal, que preceitua que ninguém pode alegar desconhecimento da Lei em seu benefício.

Os usuários em geral correm dois riscos como internauta:

  1. Cometer uma infração e/ou
  2. Ser vítima de uma infração.

Outro ponto muito comum atualmente é o cyberbullying, a pratica de ofensas morais pela internet, seja por palavras ou por montagem de fotos. É um verdadeiro massacre emocional que a cada dia abate mais e mais pessoas, sejam crianças, adolescentes ou adultos. O cyberbullying ocorre até mesmo no ambiente virtual de trabalho, quando praticado por colegas profissionais e nas escolas….

Nas escolas, o caso é mais sério ainda, pois pode afetar o desenvolvimento emocional de um pequeno indivíduo que está em processo de formação e crescimento.

É comum nos depararmos com casos de violência física e/ou virtual e descobrirmos que o agressor foi vítima de bullying na infância. Recentemente um jovem americano, invadiu o email de varias mulheres e conseguiu fotos eróticas de algumas delas. Ele não pensou duas vezes, disponibilizou na rede social. Mais tarde descobriram que todas eram ex colegas de escola e que supostamente o rejeitavam de forma grotesca, podendo se caracterizar como bullying.

Diante de todo o exposto, é certo que precisamos de ações educacionais, tanto nas escolas e universidades, quanto nas empresas. Somente a educação pode zelar e garantir um futuro melhor, onde as pessoas não pensem que é normal fazer montagens depreciativas, ou caluniar, injuriar.. ameaçar os outros.

Liberdade com responsabilidade de expressão é essencial, mas deve ser ensinada, lembro que não nascemos com todo conhecimento que temos hoje, aprendemos na escola, na universidade, no ambiente do trabalho e no cotidiano do dia a dia, ou seja, através da educação formal e informal.

Este processo é longo e não acontecerá de um dia para o outro, mas é preciso ter um inicio, tudo tem seu começo.

O que podemos fazer?

Portanto, educar para o uso ético e legal é mais do que uma preocupação, é uma missão, que deve perdurar continuamente. Só assim, poderemos contribuir para uma sociedade moderna, ética e segura.

Nossa contribuição poderá se dar em:

Conteúdos Educativos para sala de aula e cartilhas @ Conteúdos Educativos para sala de aula e cartilhas
@ Aulas
@ Palestras
@ Capacitação de Docentes
@ Palestra para educadores, pais e alunos
@ Desenvolvimento e acompanhamento na implementação de projeto educacional